sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Faculdade de Gestão... na Universidade da Vida!



Estou a pensar, seriamente, em voltar para a escola e fazer um curso de gestão!
Sim, custa mas tenho de admitir que, esta devia ter sido a minha formação no tempo da Universidade (meu pai, se me houve, vai dizer: eu bem te disse!).
Nos meus mais de 25 anos nunca senti tanta necessidade dos conhecimentos de gestão como sinto agora!
É muito para aprender, coordenar, estabilizar, organizar, delegar… É muita coisa!
Começa pela necessidade de aprendermos a Gerir melhor o nosso Tempo! Sim, o nosso (e não dos outros como muitas vezes, directa ou indirectamente, fazemos) … Depois a Gestão da Paciência, pois esta tem cada vez mais tendência a ser curta. Precisamos dela para aturarmos as “malambas” que a vida nos apresenta, para ouvirmos/entendermos/aconselharmos (caso nos peçam) as situações das pessoas que nos são próximas e, claro: paciência para aceitar o que não podemos ter...!
E com isso chegamos à Gestão de Sentimentos… Acho que esta “cadeira” teria de ser leccionada em todos os anos da Universidade, e nada de passar com “ajuda memória”… Se não sabe: tem mesmo de reprovar! Sei que não falo só por mim quando digo que Gestão de Relações devia ser uma disciplina anual com direito a trabalho de campo... "muito estágio nessa hora".
Apercebi-me que, provavelmente, este não é o currículo do Curso de Gestão que as escolas nos apresentam… mas deviam!
Ai, vida: já foste mais difícil… mas, também não tens sido nada fácil!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Linguagem do Olhar

Há gente que fala com o olhar...
pessoas que, por mais que se esforcem
Não conseguem enganar!

O suspiro contido em cada revirar
A fúria da olhada
A melancolia ao acordar

Simplesmente não há como esconder
Olhar, espelho da alma
Que ilumina o anoitecer

De dez palavras ditas pela boca
Eu fico com a verdade do olhar
Ele sim, sabe que a realidade (apesar de louca)
Tem naquele brilho único o seu encantar

Continua a tentar
A ver se um dia me convences
Que este tão terno olhar
Nada está relacionado com aquilo que realmente sentes!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Manda vir ai um orgasmo...

Há coisas que se aprendem pela teoria, outras pela prática e, outras que, ou a pessoa nasce a saber ou está tudo perdido! Já tive aulas de Sexologia (atenção, a formação académica exigiu) e em nenhum momento ensinaram qual o comportamento a ter durante um orgasmo, ou como ele é e como saber quando ele chega. Refiro-me a explicação lúdica e não científica do acto. A verdade é que mais de 50% das mulheres com vida sexual activa não sabe se já teve um "vir básico" porque muitas não sabem como identifica-lo. Ele não tem cor, não tem cheiro e nem nome (apesar de muitas vezes ser apelidado de Deus nos mais diferentes idiomas mundiais). Por norma os homens são "bem mais bandeirosos" que as mulheres: Tremem dez vezes mais, uns pedem permissão e outros até fazem contagem decrescente... Mas as mulheres, que infelizmente se tornam cada vez mais experientes em fingir orgasmos, são o caso a ser estudado. Sim, porque a carência tem determinado muitos actos de "amor eterno" antes sequer do casal saber se tem gostos em comum. Orgasmo é algo mental, de quem se liberta, de quem se permite... E só assim o corpo obedece, soltando toxinas e fazendo movimentos singulares que tornam o momento mais especial. O porquê de estar a questionar-me sobre isso!? Acho que me inspirei no censo que se vai realizar e gostaria de organizar uma pesquisa estatística sobre o orgasmo... Quem o tem, quantos tem, se consegue realmente conta-los e claro: o que sente. Poucas são as pessoas que o conseguem definir... E acredito que assim seja melhor porque... O que é genuíno não tem explicação.

Vivendo e tentando aprender

Todos nós (e aí de quem diga o contrário) já parámos p analisar o "se"! Essa condicional que muitas vezes nos persegue,contraria, acobarda... Liberta! Perguntaram-me qual a minha motivação para escrever neste humilde blog... Se era por impulso ou algo premeditado... Respondi que: escrevo quando me sinto inspirada e publico quando acho necessário partilhar. Nem tudo o que pensamos deve ser exposto. Se assim fosse, a vida talvez seria diferente, nem melhor, nem pior... Apenas com outra dinâmica. Para os apaixonados pela teia do destino... Nada acontece por acaso. Para os religiosos... Está escrito. Para mim, que uno ambas as teorias... Apenas vivo!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Beleza do Futebol




A distância (e um sistema nacionalista de televisão) impediram-me de acompanhar as meias finais da Liga dos Campeões europeus.
Apesar do confronto não ter sido directo, a eterna rivalidade falou mais alto: e, durante duas semanas, o assunto (para quem gosta de futebol) foi Barcelona vs Real Madrid, Guardiola vs Mourinho, Cristiano Ronaldo vs Messi... Coitados dos outros jogadores, normalmente esquecidos.
Primeiro dia: Bayern Munich vs Real Madrid. As redes sociais (facebook e twitter) foram “o campo de batalha” onde os adeptos do Barcelona troçaram os madrilenos.
Segundo dia: soube quase como que uma goleada, ver o Barça tropeçar na Inglaterra perante o Chelsea.
A guerra aumentou no fim de semana com a vitória do Real Madrid no “El Clásico”. Nunca vi tantos adeptos do Merengue declararem o seu amor com tanta devoção.
Feliz ou infelizmente, a bola é redonda. Nenhuma das equipas espanholas conseguiu um lugar na final da Liga. Não interessa quem melhor jogou... Ambos ficaram por terra. Porém os adeptos, que nem o cheiro dos milhões da UEFA irão sentir, continuam numa “guerra” sem noção.
São os Ronaldetes contra os Messinos, na luta para entender quem é o melhor... Como se a nossa opinião valesse na hora da votação.
Quem riu por último... riu atrasado! Ficámos todos sem a dita Taça. A vida continua e os duelos também.
A beleza disso tudo: ter a honra de ver tão bons jogadores exercerem suas habilidades...!

PS: Uma eterna Merengue :-)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Os Dois Rumos...

 
Na recta da decisão onde, ou ficamos ou vamos, é necessário tomar um partido.
A vida é feita de escolhas, quem não as faz apenas vagueia pelo mundo, dando aos outros o poder de concluir suas acções. Para muitos é mais fácil assim... Nem todos nascemos para comandar.
É mais viável deixar o tempo rever nossas prioridades, quem nunca assim o fez?
Tive a oportunidade de ver mais alguém afirmar, em nome de um amor, que tudo que antes viveu quase ou nada significou pois agora sabe o que é "amar de verdade". Os sentimentos são eternos enquanto duram. Ninguém se entrega sem a esperança, sem a vontade... Ninguém se envolve sem medo de sofrer, sem a desconfiança da traição.
Algumas vezes o coração prega-nos partidas que nem nós sabemos como resolver. Tudo parece menor ao lado daqueles que amamos. E quando chega a dor, o sofrimento, destruímos os planos de vida eterna repleta de felicidade... Não há culpados, apenas responsáveis. 
Confesso que ainda acredito no amor eterno, em sentimentos que vencem a distância e até algumas decepções... Ingenuidade ou não: é a minha postura.
Porém amadurecemos e vemos que nem tudo depende de nós, que nem todos os sentimentos podem ser vividos, que muitas vezes é melhor deixarmos as coisas por acontecer... Custa, mas é a realidade.
A lembrança vai acompanhar-nos eternamente e o tempo limará as arestas, e irá encaminhar-nos para novos desafios, tratar de nos provar se, realmente, foi um "amor de verdade"... Enquanto isso, eu sigo o Sol!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

E as cenas inesquecíveis...


Amo o cinema! O poder que ele tem em deixar-nos fantasiar, envolvermo-nos de tal forma que sentimos que a vida dos personagens é valiosa.

Aproximam-se os Oscars, prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, momento alto do cinema mundial (principalmente o americano). Um momento de comemoração.


Para mim, a cerimónia já perdeu a graça que tinha antes. Muitas vezes acabam por ser prémios de consolação e não por mérito naquele ano. Digam o que quiserem mas não se justifica o facto de Leo Di Caprio não ter um Oscar de Melhor Actor.

Mas o cinema é maior que isso. Cinema é alegria, tristeza... Celebração! Celebramos os bons momentos, as boas falas, os bons actores, os bons cenários.

Acho que já assisti mais de dez mil filmes, sem exagero. Não me lembro de todos, claro. Porém há uns que realmente marcaram-me. Alguns que até hoje quando me lembro, sinto um frio na espinha.

Hoje decidi realçar cinco do meu Top+!
Começo por Rei Leão. Durante anos sabia, de cor, todas as falas desse sucesso da Disney (na sua versão brasileira). Eu e minha família costumávamos recria-lo. Digo sempre que quem não se emocionou durante a morte do Mufasa, não tem sentimentos.

A seguir, O Pianista. Qualquer filme que retrate a Segunda Guerra Mundial cativa a minha atenção. Nunca me irei esquecer da menina de vermelho de A Lista de Schindler (dos meus preferidos), mas tenho a certeza de que também vou sempre lembrar do momento em que Wladyslaw Szpilman (personagem de Adrien Brody, em O Pianista) vive para a sua lata de pepino e é descoberto pelo oficial alemão nazi que, em troca de boa música tocada num piano, o deixa viver. Um belo filme de Roman Polanski.

Pocahontas (também na sua versão Disney, dublado em português) é mais um exemplo de que o amor vence tudo. A cena em que John Smith, ferido, assume que preferia morrer naquele instante do que ter vivido mil anos sem ter conhecido a sua princesa índia, é de cortar o fôlego... Emociono-me sempre!

Scent of a Woman (Perfume de Mulher), com Al Pacino (dos melhores actores que conheço) tem uma cena que vale por mil palavras... A do tango! Ali é possível perceber toda a “essência” deste maravilhoso filme, vencedor de quatro Oscars, em 1993.

Podia falar de muitos mais: os musicais Annie e Moulin Rouge, os épicos Titanic e Heat (Cidade sob Pressão) com Al Pacino e Robert De Niro; os thrillers Chuck e Sexto Sentido (“I see dead people”); comédias como Shrek e Sozinhos em Casa, ou dramas como Philadelphia e The Pursuit of Happyness (Em Busca da Felicidade)... Mas optei por terminar com um drama recente e que concorre aos Oscars deste ano:
The Help (As Serviçais), que surgiu do livro homónimo de Kathryn Stockett, é um retrato da era dos direitos civis americanos na década de 60. Um dos momentos que mais me marcou foi protagonizado pela actriz Allison Janney, onde ela tenta reconhecer suas falhas perante a filha dizendo que “the courage sometimes skips a generation” (as vezes, a coragem pula uma geração)... é de reflectir, com certeza!

Enfim... Eu amo o cinema!