Já diz o velho ditado que "o que os olhos não vêem, o coração não sente", pois eu acrescento : " o que o ouvido ouve, o cérebro desenvolve".
Nunca fui muito viciada em tecnologias. Lembro-me que, quando mais nova, devorava livros e livros, agora... Sou devorada pelo YouTube. Minha aventura com o facebook recomeçou em 2010. Na altura era uma mera frequentadora assídua do hi5. Depois de uma temporada na "terra do Samba" e o incentivo da minha melhor amiga, Ninette, ganhei dois novos companheiros: o Twitter e o Face (carinhosamente assim chamado).
Meses passaram e "a falta de domínio" ou, como diz um amigo, "o facto de no Twitter não ter só imagens", fez com que ficasse mais tempo pelo facebook.
Fofocas, intrigas, encontros, despedidas, revoltas, confissões, amizades, paixões... Tudo aconteceu por lá. Já dei por mim a publicar suspiros, expressões de raiva, asneiras, a assumir estar bem enquanto tenho um episódio depressivo. É a famosa "síndrome dos seis meses de vício".
Acabei por voltar a aperceber-me que há vida fora do facebook, quando apaixonei-me perdidamente por alguém do "mundo exterior", alguém que em pleno séc. XXI não tem facebook!
"Como pode? Ele é doente? Mal informado? Como posso viver uma relação com alguém que não me vai ligar a dizer que gostou (ou não) daquele meu post?" foram perguntas que ouvi e também me fiz.
Parece que há coisas maiores que o "Universo do Markito Zuzu" e, como o "amor ajuda", tentei levar uma vida longe do vício. Momentos, alegrias e tristezas... Aprendi que nem tudo deve ser exposto. Eliminei os supostos amigos e amadureci, um pouco mais.
Conheci pessoas que não vivem com uma máquina fotográfica sempre ao lado, pessoas que não fazem do termo "gosto/like" parte integrante do seu vocabulário. Deixei de saber o último nome de todas as pessoas que me eram apresentadas... Pronto: achei a cura!
Mas eis que surge a necessidade de "partilhar" o resultado e, para lá voltei aos poucos.
Uns disseram "estás sumida"... Eu apenas respondi "não vivo num computador".
Vira e mexe tenho recaídas, confesso. Por vezes o imaginário parece ser bem melhor que a realidade... Mas supero sempre pois agora sei a resposta: ainda existe vida fora do facebook! :-)
A melhor maneira de expor aquilo que penso sobre vários temas (pertinentes) da nossa sociedade. Meu espaço de reflexão... Uma sala de estar para os meus amigos!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Eles que me perdoem, mas... Eu gosto mesmo é de mulheres!
Sou apologista que todos deveriam ter um amigo imaginário!
Nada de exageros e sustos. Muitas vezes os nossos maiores segredos/medos/desvaneios não devem mesmo ser divulgados. Mas, e a necessidade de dividir? Como sacia-la? Nas redes sociais AKA diários do século XXI?! Bem, cada um com suas manias.
Depois de tanto tempo voltei a lembrar-me de como ele faz falta. Recordei-me das vezes que falei, falei, falei e ele, anjinho ou diabinho, deixou fluir a sua opinião.
Há uns anos no meio de um convívio de amigos onde, para variar, depois de muitos shots e afins, era a última sobrevivente do sexo feminino, lá começou a conversa:
Um dos rapazes defendia que mulher "boa" tem que ter curvas salientes e foi assim que começou o debate. Ele desenvolveu-se de tal forma que, começaram os insultos à "magricela" que namorava um deles... Tive que intervir!
Com o olhar de quem muito sabe (ou já devia estar a dormir), disse: "vocês que me perdoem mas, eu gosto mesmo é de mulheres! Gordas, magras, altas, baixas. O que faz uma mulher é a atitude, a postura, a forma como ela se impõe. Eu estou aqui com vocês, a beber e conviver e sei que muitos já nem lembravam que eu continuo na roda. Mas isso não dá o direito de ninguém amanhã julgar-me ou desrespeitar-me porque apesar de tudo... Eu faço por merecer o vosso respeito!"... Como eles se mantiveram calados, decidi continuar:
-"Cada vez menos as mulheres dão-se o respeito pois muitas já nem sabem o significado deste termo. Saber estar é mais importante que seguir tendências. Se a moda na Europa é ser magra, na América a moda é ter curvas e assim vai! Se o certo é fingir ser algo que não somos, então vamos usar máscaras até o fim dos tempos. Agora, que mulher tem que ter carne onde pegar... Sim, é verdade! Porque o homem até pode ser galinha, mas nunca cachorro!"... Naquele momento, o ditado popular fez com que todos se rissem um pouco. Como boa palhaça, após os "aplausos", continuei! Não lembro muito mais do meu sermão, a não ser a parte onde o entusiasmo fez com que me perdesse nas palavras... "Uma boa gaja tem que ter mamas, não fingir orgasmo e saber cozinhar!"... Um dos meninos gritou: "Jandira, chega! Estás a exagerar... Vê se bebe e dorme". Os risos intensificados pelo álcool e a mudança repentina de assunto (começaram a falar de futebol) fizeram com que me calasse finalmente.
Apercebi-me que poucos ou nenhum ouviu meu rico discurso, que continuavam a referir-se às mulheres como "aquela boa", "aquela magra", "aquela gorda" e que talvez isso seja mesmo um conceito mais social do que apenas masculino.
Provavelmente, se não tivesse asfixiado meu amigo imaginário com tantas caipirinhas, poupar-me-ia de, até hoje, ser conhecida como a "filósofa lésbica da Vodka" naquele ciclo de amigos... Mas, a vida tem dessas coisas!
Nada de exageros e sustos. Muitas vezes os nossos maiores segredos/medos/desvaneios não devem mesmo ser divulgados. Mas, e a necessidade de dividir? Como sacia-la? Nas redes sociais AKA diários do século XXI?! Bem, cada um com suas manias.
Depois de tanto tempo voltei a lembrar-me de como ele faz falta. Recordei-me das vezes que falei, falei, falei e ele, anjinho ou diabinho, deixou fluir a sua opinião.
Há uns anos no meio de um convívio de amigos onde, para variar, depois de muitos shots e afins, era a última sobrevivente do sexo feminino, lá começou a conversa:
Um dos rapazes defendia que mulher "boa" tem que ter curvas salientes e foi assim que começou o debate. Ele desenvolveu-se de tal forma que, começaram os insultos à "magricela" que namorava um deles... Tive que intervir!
Com o olhar de quem muito sabe (ou já devia estar a dormir), disse: "vocês que me perdoem mas, eu gosto mesmo é de mulheres! Gordas, magras, altas, baixas. O que faz uma mulher é a atitude, a postura, a forma como ela se impõe. Eu estou aqui com vocês, a beber e conviver e sei que muitos já nem lembravam que eu continuo na roda. Mas isso não dá o direito de ninguém amanhã julgar-me ou desrespeitar-me porque apesar de tudo... Eu faço por merecer o vosso respeito!"... Como eles se mantiveram calados, decidi continuar:
-"Cada vez menos as mulheres dão-se o respeito pois muitas já nem sabem o significado deste termo. Saber estar é mais importante que seguir tendências. Se a moda na Europa é ser magra, na América a moda é ter curvas e assim vai! Se o certo é fingir ser algo que não somos, então vamos usar máscaras até o fim dos tempos. Agora, que mulher tem que ter carne onde pegar... Sim, é verdade! Porque o homem até pode ser galinha, mas nunca cachorro!"... Naquele momento, o ditado popular fez com que todos se rissem um pouco. Como boa palhaça, após os "aplausos", continuei! Não lembro muito mais do meu sermão, a não ser a parte onde o entusiasmo fez com que me perdesse nas palavras... "Uma boa gaja tem que ter mamas, não fingir orgasmo e saber cozinhar!"... Um dos meninos gritou: "Jandira, chega! Estás a exagerar... Vê se bebe e dorme". Os risos intensificados pelo álcool e a mudança repentina de assunto (começaram a falar de futebol) fizeram com que me calasse finalmente.
Apercebi-me que poucos ou nenhum ouviu meu rico discurso, que continuavam a referir-se às mulheres como "aquela boa", "aquela magra", "aquela gorda" e que talvez isso seja mesmo um conceito mais social do que apenas masculino.
Provavelmente, se não tivesse asfixiado meu amigo imaginário com tantas caipirinhas, poupar-me-ia de, até hoje, ser conhecida como a "filósofa lésbica da Vodka" naquele ciclo de amigos... Mas, a vida tem dessas coisas!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Vale uma troca, rápida?!
![]() |
| André Mingas |
![]() |
| Michael Jackson |
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| Fredy Mercury |
Depois da morte de um dos meus maiores ídolos -André Mingas-, de ter visto a queda de um dos maiores (e mais velhos) líderes de África -o presidente líbio Muammar Kadafi/Gaddafi-, e outras coisitas mais (nada boas)... decidi desanuviar como bem sei: ouvindo “boa” música.
Não, ainda não foi Sara Tavares nem muito menos John Legend. Tenho tentado proibir meus ouvidos das suas músicas para que, quando os vir actuar em Luanda, sinta um “orgasmo musical” diferente, inovador, inesquecível.
Minha querida amiga/irmã, Celminha Figueiredo, chamou minha atenção para o novo vídeo da cantora “sensação”, Rihanna, com o título “We Found Love”...
Nada contra mas... é revoltante! Não me vejo a querer a morte directa das pessoas, mesmo porque sei que o pensamento tem um poder enorme e que devemos ter cuidado com o que desejamos. Porém, ciente de que o estado “pré-sono” só nos torna mais sinceros, pensei para comigo: será que podemos trocar?! Nem que por horas?! Deixar que os meus ídolos musicais que partiram “mais cedo” (Michael Jackson, André Mingas e Fredy Mercury) voltem por instantes, para um derradeiro show, e que essa nova geração de “frustrados” (Chris Brown, Rihanna, Justin Bieber e outros) aposentem suas carreiras?!
Seria um show memorável onde a fusão de estilos/culturas/vozes e mensagens faria qualquer um arrepiar-se... Um show onde todos iriam querer estar presentes. O local? Não sei... O estádio do Maracanã, no Brasil, com certeza não chegaria para albergar todos os fãs.
Não tenho nada contra a nova geração. Eles só obedecem às regras do mercado. Confesso que não sou muito boa a decorar letras e, a quantidade de novas canções por eles lançadas (sim, porque estão cheios de talento) só me faz ver que informação demais... cansa!
Vejo-me a vibrar ao som de “Esperança” e sonhar com um “Mufete” para recarregar as energias. Imagino-me a dizer que não quero ser apenas um “Man In the Mirror” e também a fazer o moon walk quando tocar “Billie Jean”. Contudo... “The Show Must Go On” e “I Want to Break Free” e, continuar.
Espero que os mais jovens aprendam a valorizar mais a música. Aprendam que... Bem, aprendam algo mais!
Vou continuar a acompanhar o trabalho deles, a ver se conseguem fazer hits que perdurem por mais de seis meses na minha memória, sem precisar de ajuda do YouTube. Farei isso pois meus ídolos ensinaram-me a apreciar o novo, a viver o agora... A ser feliz, sempre!
Descansem em paz: André Mingas, Michael Jackson e Fredy Mercury... Até um dia (quem sabe)...
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
#MinhaVidaÉUmaNovela
Não há como negar: a minha vida é uma novela! E digo isso na óptica de espectador, mesmo.
Parece meio confuso mas é a realidade.
Bem quis que se tratasse duma alta produção de Hollywood, onde a qualidade do cenário é digna de Oscars, poderia beijar o Bradley Cooper, estar no red carpet e responder que estou a usar um Armani.
Mas não, a minha vida não é um filme... É mesmo uma novela!
Lembro-me dos clássicos de Bollywood, que fizeram parte da minha infância... Filmes longos de quatro horas (mais intervalos, da TPA) onde lágrimas, músicas, descobertas de laços familiares confusos estavam sempre no guião... Por momentos, pensei que estava no caminho certo mas... não! Bollywood não é para mim, pois, eu vivo uma novela!
Não no estilo mexicano (nem muito menos as do AfricaMagic Chanel)... acho que vivo numa mistura de Manoel Carlos, Gilberto Braga e Glória Perez (conhecidos autores de novelas brasileiras).
Por vezes vejo-me no meio de cenas que, só mesmo no Projac (estúdio de produção da rede Globo, no Brasil) são prováveis.
Não quero ter a duração de uma mini-série (rápidas demais para mim)... Sou mesmo uma novela. Nela sou a vilã, a “mocinha” e por vezes surgem os “galãs”. Eles, para não fugir a regra, têm que me permitir viver um “amor impossível”, com direito a trilha sonora de Céline Dion, Mariah Carey, Beyoncé e claro... Adele (nova rainha dos corações partidos).
Como boa novela, também há espaço para a comédia... Nesse sector não deixo a desejar.
Mas, o pior são àqueles dramas -quase tão profundos como os dos livros de Neruda- que quase sempre me vejo relacionada.
Como espectadora: prefiro sempre esperar pelo próximo capítulo. Não vou mentir que por vezes rezo para não ter energia (como na infância da Edel sem gerador), onde tínhamos que ouvir pelos outros o desfecho.
A vida é sempre melhor, ou mais animada, quando não é a nossa.
Hoje, vejo-me num daqueles capítulos onde, aos 44 minutos do segundo tempo, tudo parece mudar, tudo parece rodar... Nada pode ser dado como certo.
Creio que o público quer ver outro final... E eu, bem, prefiro esperar pelo próximo episódio.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A mulher do "Pole"
A jornada na terra do "tio Sam" tem sido, no mínimo, maravilhosa.
Tento guardar todos os minutos na minha mente, divertir-me, aprender ao máximo e superar também alguns dos meus medos.
Foi assim que decidi seguir o meu Kikito para o subway/metro (aquele transporte super rápido, família do comboio que anda no subsolo- essa é a MINHA definição).
Já comecei a perder o receio de um desmoronamento e dos outros riscos possíveis de estar "por baixo da terra" e, devo confessar que, observar as milhares de pessoas que entram e saiem dos vagões ajuda bastante.
Hoje vi uma mulher aparentemente nos seus 70 anos, um pouco mais de 1,50 cm, com a pele cansada da idade mas, com uma vontade de parecer jovem muito grande.
Ela subiu um pouco depois de mim. Consegui um lugar para sentar e, até senti-me tentada em oferecê-la quando dei conta que, o que ela queria mesmo, era o poste.
Lá ela se fixou, marcou território e aproveitou todos os “tremeliques” do transporte público para balançar, como se de uma bailarina se tratasse.
Olhei para os seus pés, delicados como só (com uma pele jovem e intacta) e apreciei os movimentos precisos que faziam... Reconheci neles técnicas de pole dance (uma dança sensual onde, utilizando como elemento um poste ou barra vertical, a bailarina(o) realiza a sua actuação).
Deixei-me levar e imaginei a vida daquela mulher. Seus caminhos expressos nas mãos firmes, sua coragem descrita no olhar que ignorava todos os presentes que, admirados como eu, apreciavam “seu show”, e... os lábios cansados de tanto batom, mas sempre firmes.
Senti-me mais jovem, mais capaz ao ver aquela mulher.
Quando chegou a sua saída, desceu altiva e serena, passando-me a sensação de que sabia que muitos a aplaudiam por dentro... Mas na vida corrida de Nova Iorque, ela é apenas mais um personagem.
Creio ter encontrado o paraíso para a minha mente... Inspiração não falta nas ruas da “cidade que nunca dorme”.
PS: Escrito aos 9 de Setembro de 2011... Por incrível que pareça... as 9horas e 11 minutos. :)
sábado, 17 de setembro de 2011
É dando que se recebe?!
Existem três tipos, muito conhecidos, de amor.
O primeiro é o dos que muito dão e pouco recebem, o segundo é o dos que dão e recebem em doses parecidas e o terceiro (interligado ao primeiro) é, a meu ver, o mais vil... É o dos que pouco dão e muito recebem.
É vil porque pertence aos traumatizados, àqueles que depois se tornam responsáveis também por muitos traumas, àqueles q fazem diminuir o brilho no olhar, a entrega, os sorrisos... Diminuem o verdadeiro significado do amor.
Soube duma história assim. Ela começou como todas, motivada pela cendelha da paixão... Nada começa sem ela. Sem a vontade do toque, da entrega, do romance.
Porém, não há paixão q resista... E essa, também não resistiu... Extinguiu-se com o tempo, como se de uma fogueira de praia se tivesse tratado.
Há quem diga que é possível continuar sem a paixão... Mas eu pergunto: consegues viver sem respirar?! A mim, nada respondem.
Essa história foi se perdendo, pois quando muito se recebe e pouco se dá sentimo-nos sufocados, incapazes, insuficientes para a pessoa amada... E com isso chegam as discussões desnecessárias, os dramas, a falta de diálogo e compreensão.
Os que pouco dão e muito recebem fazem parte da estatística da infelicidade, fazem parte dos que vivem de memórias dum passado tristonho e, por incrível que pareça, são encantadores o suficiente para puxarem para o seu mar de angústias e temores, sempre mais um pobre disposto a dar de tudo para ser feliz, pois... O ser humano gosta de desafios.
Aos intervenientes desta história recomendei algo há muito esquecido por ambos... A felicidade! Ao que muito dava, recomendei que tentasse procurar no horizonte alguém que realmente estivesse empenhado em trata-lo com respeito, carinho e dedicação. Dizem que "há sempre uma tampa para uma panela velha"... Já eu digo que "pé bonito tem sempre protecção no Inverno". Pedi para que não desistisse de encontrar a alegria de uma relação salutar, porque o erro não estava em querer ser feliz mas sim em não saber aproveitar a vida e seus bons momentos. Ninguém nasceu para sofrer.
Ao que pouco dava, bem... A ele, apenas pedi que fosse mais humano e não envolvesse mais pessoas nos seus traumas e inseguranças. Que mais podia eu fazer?! Ele sabe a doença, tem o remédio... Só tem que toma-lo.
O primeiro é o dos que muito dão e pouco recebem, o segundo é o dos que dão e recebem em doses parecidas e o terceiro (interligado ao primeiro) é, a meu ver, o mais vil... É o dos que pouco dão e muito recebem.
É vil porque pertence aos traumatizados, àqueles que depois se tornam responsáveis também por muitos traumas, àqueles q fazem diminuir o brilho no olhar, a entrega, os sorrisos... Diminuem o verdadeiro significado do amor.
Soube duma história assim. Ela começou como todas, motivada pela cendelha da paixão... Nada começa sem ela. Sem a vontade do toque, da entrega, do romance.
Porém, não há paixão q resista... E essa, também não resistiu... Extinguiu-se com o tempo, como se de uma fogueira de praia se tivesse tratado.
Há quem diga que é possível continuar sem a paixão... Mas eu pergunto: consegues viver sem respirar?! A mim, nada respondem.
Essa história foi se perdendo, pois quando muito se recebe e pouco se dá sentimo-nos sufocados, incapazes, insuficientes para a pessoa amada... E com isso chegam as discussões desnecessárias, os dramas, a falta de diálogo e compreensão.
Os que pouco dão e muito recebem fazem parte da estatística da infelicidade, fazem parte dos que vivem de memórias dum passado tristonho e, por incrível que pareça, são encantadores o suficiente para puxarem para o seu mar de angústias e temores, sempre mais um pobre disposto a dar de tudo para ser feliz, pois... O ser humano gosta de desafios.
Aos intervenientes desta história recomendei algo há muito esquecido por ambos... A felicidade! Ao que muito dava, recomendei que tentasse procurar no horizonte alguém que realmente estivesse empenhado em trata-lo com respeito, carinho e dedicação. Dizem que "há sempre uma tampa para uma panela velha"... Já eu digo que "pé bonito tem sempre protecção no Inverno". Pedi para que não desistisse de encontrar a alegria de uma relação salutar, porque o erro não estava em querer ser feliz mas sim em não saber aproveitar a vida e seus bons momentos. Ninguém nasceu para sofrer.
Ao que pouco dava, bem... A ele, apenas pedi que fosse mais humano e não envolvesse mais pessoas nos seus traumas e inseguranças. Que mais podia eu fazer?! Ele sabe a doença, tem o remédio... Só tem que toma-lo.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A geração do Agora!
São poucas as pessoas que conseguem, depois de tanto tempo de convivência, despertar em mim um amor puro, livre de atracção sexual, de cobranças desnecessárias... Eu tenho um amigo assim, o meu "Kikito".
Com ele sinto que posso debater tudo e mais qualquer coisa... Seus conselhos valem por mais de mil pensamentos.
Nossa amizade já dura alguns anos, e só tende a melhorar, é como o vinho. Hoje debatemos o fardo das gerações, meio para justificarmos os "desentendimentos normais em qualquer relação".
Vimos que eu sou da geração do "Agora" e ele, da geração do "Daqui a Pouco".
Segundo ele, a geração dele ainda casa, ainda tolera, ainda perdoa o esquecimento, tem menos pressa.
Já eu defendo a minha geração, a do "Agora"! Para nós: "o pau que nasce torto não endireita"... Se agora já não dá, não vai dar depois. Para nós, cada momento é único - muitos de nós acreditam que o mundo, realmente, vai acabar nesta década. Para nós: quem ama cuida, confia, se entrega.
Sou da geração que se diverte sem medo, que acha que sabe o que é certo, que não tem receio de errar e de mudar a sua opinião. Geração da incoerência.
Ele é da geração da crise, da estabilidade... Da geração do "meu tempo era melhor". Já eu, bem... Eu "vivo o meu tempo".
Apesar das diferenças, a nossa amizade persiste. À ele não posso fazer grandes exigências, pois sei que a geração dele muitas vezes valoriza mais o passado do que o presente (antiguidade é um posto)... Já a minha valoriza a intensidade de cada instante (é bom enquanto durar).
Chegamos a um ponto comum: cada geração tem o seu peso e, mistura-las tem vantagens e desvantagens.
Cabe a nós sabermos como fazer resultar... Mas, se me perguntarem qual é melhor, claro que irei dizer: Sim, é a minha! :)
Com ele sinto que posso debater tudo e mais qualquer coisa... Seus conselhos valem por mais de mil pensamentos.
Nossa amizade já dura alguns anos, e só tende a melhorar, é como o vinho. Hoje debatemos o fardo das gerações, meio para justificarmos os "desentendimentos normais em qualquer relação".
Vimos que eu sou da geração do "Agora" e ele, da geração do "Daqui a Pouco".
Segundo ele, a geração dele ainda casa, ainda tolera, ainda perdoa o esquecimento, tem menos pressa.
Já eu defendo a minha geração, a do "Agora"! Para nós: "o pau que nasce torto não endireita"... Se agora já não dá, não vai dar depois. Para nós, cada momento é único - muitos de nós acreditam que o mundo, realmente, vai acabar nesta década. Para nós: quem ama cuida, confia, se entrega.
Sou da geração que se diverte sem medo, que acha que sabe o que é certo, que não tem receio de errar e de mudar a sua opinião. Geração da incoerência.
Ele é da geração da crise, da estabilidade... Da geração do "meu tempo era melhor". Já eu, bem... Eu "vivo o meu tempo".
Apesar das diferenças, a nossa amizade persiste. À ele não posso fazer grandes exigências, pois sei que a geração dele muitas vezes valoriza mais o passado do que o presente (antiguidade é um posto)... Já a minha valoriza a intensidade de cada instante (é bom enquanto durar).
Chegamos a um ponto comum: cada geração tem o seu peso e, mistura-las tem vantagens e desvantagens.
Cabe a nós sabermos como fazer resultar... Mas, se me perguntarem qual é melhor, claro que irei dizer: Sim, é a minha! :)
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