E o que se fez do velho? Nada novo.
E o que se esperar do novo? Se parece tudo velho.
O cansaço, de emoções repetidas, remete à tristeza.
A ansiedade, por tempos melhores, parece não acalmar o coração... Coração esse que se sente limitado... Por sofrer... Por não viver: todas as memórias que a mente cria... Toda a energia que ele confia... Ser real... Ser normal... Ser especial.
Se o tempo nos guia e pede calma, porque é que parece que ele está parado?
Se o tempo nos impulsiona a manter a esperança, então porquê parece estar tudo tão frustrado?
Só nos resta esperar por dias melhores... Gerir as emoções, sem pressa mas sem pausa.
A melhor maneira de expor aquilo que penso sobre vários temas (pertinentes) da nossa sociedade. Meu espaço de reflexão... Uma sala de estar para os meus amigos!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 25 de maio de 2018
O Homem que não sabia se queria amar (e ser amado)!
E tudo, para ele, parecia pesado... sem retorno e sem
importância. “Como alguém me pode amar por ser quem eu sou e não por àquilo que
tenho”? Esquecendo de que as partes
constituem o todo, mas que sem a base nada se pode construir.
Somos árvores... sem raízes saudáveis não tem como florir.
E ele deixou de acreditar... estava habituado a lidar com o
esperado... com a troca directa de favores... com falsos amores.
Como poderia ele amar? Se, para ele, o amor é a disputa de
gestos vazios com provas físicas daquilo que se sente. Se, para ele, é melhor o
sol se pôr para apreciarmos o fogo de artifício.
Como explicar ao ser humano mais puro que ele merece mais...
que ele não tem de apanhar dores na esquina e faze-las suas... que o sorriso
dele, aquele genuíno que ele consegue esboçar antes de se perder em pensamentos
do porquê das coisas, é a mais bela prova de que vale acreditar no amanhã?
Um dia de cada vez, com olhos num futuro melhor... Gentileza
gera gentileza... sem insistir em receber algo que ainda não se quer manter
activo e aproveitando todas as oportunidades de crescimento, de sarar feridas,
de curar raízes, de ver florir àquilo que se quer: amor!
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
"Dear (old) Narnia"
Quando surgiste foi como encontrar uma espécie de tábua de salvação no meio de um oceano recheado de tubarões. Um castelo de portões abertos, no meio do mundo... a (falsa) definição de liberdade.
Mas, e já cantou (e bem) Luther VanDross, "a house is not a home". Cada vez mais o lixo que fui guardando no teu porão sufocou-me... quer pelo cheiro ou então pelos insectos que de lá sairam.
Se não fui feliz dentro de ti, velho Castelo de Nárnia?! Claro que fui... não posso responsabilizar-te por minhas más escolhas na decoração... mesmo porque o importante é reter as boas lembranças e em ti fui todos os personagens narrados por CS Lewis.
Houve espaço para um bocado de tudo... amores, tristezas, decepções, gargalhadas e muita música. Castelo animado... casa cheia... coração vazio... mente confusa... alma sofrida... corpo cansado! Hora de mudar!
Esquecer a decoração e arriscar! descansar o corpo... Animar a alma... organizar a mente que o coração vai tratar de encher!
Mais de mil dias num mesmo lugar... mesmo para quem não é materialista é complicado seguir... mas tem de ser!
Entregar a chave e procurar novo porto... chorar minhas lágrimas porque hoje é a última noite sem definição de futuro.
Pegar as pedras e construir um novo castelo... fazer dele meu lar... meu infinito particular e fortaleza, não um refúgio.
Minha Nárnia não deve ser meu esconderijo e sim a minha decisão!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Seu Estilo... Sua Vida
E chega um momento em que as roupas já não nos servem mais. E não pense
que foi porque você engordou ou emagreceu... simplesmente você já não se
revê nelas.
E tal como as roupas, o mesmo acontece nas nossas vidas e com as pessoas que acolhemos e escolhemos.
Tem peças que usamos pelo valor financeiro e/ou simbólico, por serem confortáveis, porque são "as ideais" para certos momentos, pela qualidade e, ou então, porque sim.
Elas representam o nosso estado de espírito, o nosso estilo, àquilo que pretendemos para aquele momento.
Há quem vista peças que remetam ao passado, quem seja mais actual e já há até "os futuristas". Tem ainda os que não misturam padrões, os que só gostam de cores mais vivas... os que parecem nunca saber escolher o que vestem, e os que não se encaixam em conceito algum.
Mas, e assim como na nossa vida, chega sempre aquele momento em que olhamos para o espelho e decidimos ser quem realmente somos. Não porque mudamos e sim porque nos cansamos de falsos convencionalismos morais e sociais... pois: se você não gostar de se ver, ninguém vai poder fazer isso no seu lugar.
E tal como as roupas, o mesmo acontece nas nossas vidas e com as pessoas que acolhemos e escolhemos.
Tem peças que usamos pelo valor financeiro e/ou simbólico, por serem confortáveis, porque são "as ideais" para certos momentos, pela qualidade e, ou então, porque sim.
Elas representam o nosso estado de espírito, o nosso estilo, àquilo que pretendemos para aquele momento.
Há quem vista peças que remetam ao passado, quem seja mais actual e já há até "os futuristas". Tem ainda os que não misturam padrões, os que só gostam de cores mais vivas... os que parecem nunca saber escolher o que vestem, e os que não se encaixam em conceito algum.
Mas, e assim como na nossa vida, chega sempre aquele momento em que olhamos para o espelho e decidimos ser quem realmente somos. Não porque mudamos e sim porque nos cansamos de falsos convencionalismos morais e sociais... pois: se você não gostar de se ver, ninguém vai poder fazer isso no seu lugar.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Os Dez (Livros) Escolhidos
Porque “o saber não ocupa lugar”,
decidi aceitar o desafio e partilhar Dez das Obras Literárias que mais me
marcaram, até o momento. Não pensei que fosse ser tão complexo… aliás, certas
escolhas sempre o são. Mexem com tudo que entendemos de racional e lúdico…
Vasculham lembranças, memórias, sentimentos, vontades… chegam até nossa alma.
Comecei a ler muito cedo. “Precocita”
lá de casa, aos 4 anos já devorava os jornais, revistas e alguma
banda-desenhada/quadrinhos, mesmo sem muita noção daquilo que lia. A realidade
é que, o hábito ficou e, sinto-me frustrada/triste por actualmente não continuar a fazer
dele um vício.
Abaixo, os Dez Escolhidos:
1. Bíblia Sagrada: li, reli e tento
entender o máximo possível. Confesso que optei por ignorar certas coisas,
aceitar a maioria e debater, em estudo bíblico, questões que não consegui
compreender sozinha. Aprecio muitos livros e capítulos quando
procuro por respostas. Para mim a Bíblia é leitura obrigatória, para muitos é uma
obra de valor sagrado (para os cristãos), escrita pelos homens e baseada na crença
que estes têm em Deus, um Ser Superior e Criador do Universo… o centro da Fé!
- Escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo
Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo
Testamento)*
2. A Gloriosa Família (Pepetela): não li, mas é como se o tivesse feito! A minha mana mais
velha, Kinna Santos, fez questão de narrar para mim, de uma forma única e
especial, cada um dos 12 capítulos que compõem esta obra-prima da literatura
angolana (mundial, se me permitem). Apesar de já saber ler com maior percepção
dos textos (na altura estava “viciada” em Enciclopédias) sabia muito bem
esperar pela narrativa… era o “nosso momento”, ela tem o dom de contar
histórias/estórias como poucos. Das melhores lembranças que tenho… saudades de
um tempo que se tornou eterno na minha memória.
- Romance
publicado em 1997, pela editora Dom Quixote*
3. Crónicas de Nárnia (C.S. Lewis): começou com a vontade de entender a adaptação do
primeiro livro (A Bruxa, o Leão e o Guarda-Roupa) para a televisão, exibida
pela Televisão Pública de Angola na década de 90 do século passado e, tão logo
tive a oportunidade, “devorei” os outros seis. Foram uma grande motivação para
aprender a língua inglesa. Tornou-se no meu Mundo Privado, meu “infinito
particular”… “Em Nárnia, eu sou feliz”.
- As Sete
Crónicas são: O Leão, a Feiticeira e o
Guarda-Roupa (publicado em 1950), Príncipe
Caspian (1951), A Viagem do Peregrino
da Alvorada (1952), A Cadeira de
Prata (1953), O Cavalo e seu Menino
(1954), O Sobrinho do Mago (1955), A Última Batalha (1956).*
4. Cem Sonetos de Amor (Pablo Neruda): porque poucos
falaram/falam/falarão de amor como ele, recomendo vivamente (para quem não
conhece). Falar de Neruda e seu trabalho é perder-se e se encontrar… dar e
pedir para receber em troca um amor puro/livre/capaz e, se assim não for, seguir
amando, pois “En esta historia sólo yo me
muero, y moriré de amor porque te quiero, porque te quiero, amor, a sangre y
fuego”.
- A obra foi
publicada em Santiago (Chile), pela Ed. Universitaria, em 1959.*
5. A Turma da Mónica (Maurício de Sousa): dos primeiros livros que li (juntamente com
alguns da Marvel e DC Comics), mas o texto leve e as mensagens positivas sempre
me cativaram. Imitar as características dos personagens principais, agir como
se “eles fossem da família”… é intemporal, a obra de Maurício.
- Histórias em “quadrinhos”
criada por Maurício de Sousa no ano de 1963. Até hoje são publicadas edições
inéditas*
6. O Segredo (Rhonda Byrne): sempre fui “contra” livros de “auto-ajuda”… mas este tomou conta de mim de tal forma que, até hoje, é o meu livro de cabeceira. A forma como
a mensagem é transmitida, um conteúdo que nos permite acreditar que quase tudo depende
de nós e da energia que enviamos para o Universo. Mudou a minha forma de ver/encarar
o quotidiano… literalmente: mudou a minha vida (pedir, crer, receber)!
- Começou por
ser um filme em formato documentário austrálio-estadunidense de 2006,
inspirando assim o livro homónimo*.
7. Quem Me Dera Ser Onda (Manuel Rui): a capacidade que
os livros têm de nos permitir viajar e criar expectativas de um mundo melhor… um
mundo onde, cada criança poderia criar o seu próprio “porquinho”. Infelizmente,
nem um em forma de mealheiro tive… mas valeu (e muito) pela boa leitura.
- A primeira
edição foi lançada em 1982*.
8. Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez): desde a
centenária visão de Úrsula à necessidade de desvendar os segredos dos
misteriosos pergaminhos de Melquíades… é, sem dúvida, dos livros que mais gosto
tive em ler e debater, chegando a conclusão de que não mudaria uma vírgula
deste clássico.
- Primeira
Edição publicada em 1967, na Argentina, pela Editorial Sudamericana*
9. Quando Chega a Hora (Zibia Gasparetto): Lucius “ditou”
muitas boas histórias para que Zibia explicasse um pouco mais ao mundo sobre os
segredos do Universo. Na minha busca por resposta e compreensão, li algumas,
mas esta foi das que mais me marcou. Muito torci pelos personagens, apesar de
saber que o seu destino já há muito tivera sido traçado.
- Literatura espírita
de autoria do espírito Lucius, psicografado por Zibia Gasparetto, foi lançada
em 1999*.
10. A interpretação dos Sonhos (Sigmund Freud): por motivos
profissionais procurei por esta obra… por motivos pessoais apaixonei-me por
ela. E foi paixão mesmo, das grandes! Discutimos, fizemos as pazes… Discordei e
aprendi a entende-la… Pensei que não poderia viver sem leitura diária e,
aprendi a adaptar-me aos seus ensinamentos sem dependência. A behaviorista aceitou o mestre da Psicanálise.
- A obra foi
publicada em 1899, mas com a data de 1900*.
Que tenhamos
sempre tempo, vontade, necessidade de fazer uma boa leitura.
*- by Wikipedia
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Faculdade de Gestão... na Universidade da Vida!
Estou a pensar, seriamente, em voltar para a escola e fazer
um curso de gestão!
Sim, custa mas tenho de admitir que, esta devia ter sido a
minha formação no tempo da Universidade (meu pai, se me houve, vai dizer: eu bem
te disse!).
Nos meus mais de 25 anos nunca senti tanta necessidade dos
conhecimentos de gestão como sinto agora!
É muito para aprender, coordenar, estabilizar, organizar,
delegar… É muita coisa!
Começa pela necessidade de aprendermos a Gerir melhor o nosso Tempo! Sim, o
nosso (e não dos outros como muitas vezes, directa ou indirectamente, fazemos)
… Depois a Gestão da Paciência, pois esta tem cada vez mais tendência a ser
curta. Precisamos dela para aturarmos as “malambas” que a vida nos apresenta,
para ouvirmos/entendermos/aconselharmos (caso nos peçam) as situações das
pessoas que nos são próximas e, claro: paciência para aceitar o que não podemos
ter...!
E com isso chegamos à Gestão de Sentimentos… Acho que esta “cadeira”
teria de ser leccionada em todos os anos da Universidade, e nada de passar com “ajuda
memória”… Se não sabe: tem mesmo de reprovar! Sei que não falo só por mim
quando digo que Gestão de Relações devia ser uma disciplina anual com direito a trabalho de campo... "muito estágio nessa hora".
Apercebi-me que, provavelmente, este não é o currículo
do Curso de Gestão que as escolas nos apresentam… mas deviam!
Ai, vida: já foste mais difícil… mas, também não tens sido nada
fácil!
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